Educação
"Só existe saber na invenção, na reinvenção, na busca inquieta, impaciente, permanente, que os homens fazem no mundo, com o mundo e com os outros."
Paulo Freire (1921-2008)

A formação intelectual tem relação direta com a pobreza: em 2024, os maiores níveis de pobreza no Brasil foram encontrados entre as pessoas que não possuíam instrução ou tinham até o Ensino Fundamental incompleto (23,3%), e menor entre aquelas que apresentavam Ensino Superior completo (1,6%). Conforme dados do último Censo populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE), a Região Nordeste continua apresentando a maior proporção de pessoas nessa condição, com 44,6% da população acima dos 25 anos ainda sem instrução ou com fundamental incompleto.
Além do Censo geral, o órgão que é o principal provedor de informações geográficas e estatísticas do Brasil, publica regularmente informações conjunturais sobre o mercado de trabalho, por intermédio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, que investiga, anualmente, temas estruturais relevantes para a compreensão da realidade brasileira. No módulo sobre Educação, a PNAD analisa o analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade, o nível de instrução e número médio de anos de estudo das pessoas de 25 anos ou mais, a taxa de escolarização e as taxas ajustadas de frequência escolar líquida, além da condição de estudo e situação na ocupação das pessoas com 15 a 29 anos de idade, entre outros indicadores.
Entretanto, os resultados educacionais do Nordeste são, hoje, a maior prova de que o planejamento público funciona quando aplicado com continuidade. A região vem revertendo esse quadro e deixou de ser coadjuvante para se tornar referência nacional em educação básica. Atualmente, as 100 escolas públicas com melhor desempenho nos anos iniciais do Fundamental (1º ao 5º ano) no Brasil estão no Nordeste, segundo dados do Ideb 2023 (o Ceará lidera com 68 unidades, seguido por Alagoas (31) e uma de Pernambuco). Essas instituições superam até mesmo a média de escolas particulares, com foco em alfabetização na idade certa e gestão eficiente.
A expansão de programas de intercâmbio nas redes públicas de ensino, como o Ganhe o Mundo em Pernambuco ou o Conexão Mundo na Paraíba (apenas para citar dois exemplos), também representou uma das mais poderosas ferramentas de mobilidade social e democratização do conhecimento na atualidade. Em uma era de globalização acelerada, o impacto dessas experiências transcende o ambiente escolar, moldando o futuro profissional e pessoal do estudante, canalizando o acesso a idiomas e culturas estrangeiras para jovens do interior.
Todavia, no contexto da educação conectada, é imperativo reconhecer que, embora a modernização e o mergulho digital nas escolas sejam caminhos sem volta, o processo de aprendizagem profundo da humanidade permanece intrinsecamente analógico. Como bem alerta o neurocientista Prof. Dr. Miguel Nicolelis, nossa arquitetura cerebral é moldada por uma natureza analógica que não pode ser negligenciada em nome do tecnicismo.
Essa compreensão torna-se crucial para o desenvolvimento da leitura, a mais primordial das habilidades educacionais e a base para a construção do pensamento crítico. Em 2026, o cenário nacional revela um gargalo alarmante: apenas 10% da população brasileira alcançou proficiência plena nessa área (dados do Indicador de Alfabetismo Funcional/Inaf), uma lacuna que compromete não apenas a absorção de conteúdos formais, mas o desenvolvimento de competências fundamentais em todas as esferas do saber, exigindo que a conectividade digital seja utilizada como suporte, e não como substituta, da essência biológica e cognitiva do aprender. Sem base sólida em leitura e matemática, inclusive, o uso da tecnologia tende a ser superficial e limitado a interações básicas.
🟠 A Era Digital e uma Educação Conectada para uma Humanidade Analógica
A educação contemporânea foca na universalização da conectividade e no letramento digital, transformando a sala de aula em um ambiente de inovação e inclusão social. Implementa plataformas de ensino híbrido e IA pedagógica para personalizar o aprendizado, combatendo a evasão e preparando jovens para um novo mercado 4.0. Fortalece a formação contínua de professores para o uso estratégico de tecnologias, garantindo que a ferramenta digital seja um meio de ativação de saberes. Desperta uma dinâmica que eleva a educação como o motor de mudança conjuntural no Nordeste, reduzindo desigualdades potencializando o acesso democrático à economia do conhecimento.
O Piauí, que hoje lidera o ranking nacional com o maior percentual de estudantes matriculados na Educação Profissional e Tecnológica, o Projeto PI.AUÍ, uma iniciativa que 'remodela' escolas públicas em polos de inovação e empreendedorismo criativo. O PI.AUÍ nasceu dentro do Seduckathon, maior hackathon de escolas públicas do mundo, realizado pela Secretaria de Estado da Educação do Piauí (Seduc), e deu origem aos Núcleos de Inovação e Criatividade Escolar (NICE), espaços onde os jovens aprendem a identificar problemas reais, criar soluções, desenvolver protótipos e até registrar suas ideias como propriedade intelectual. A proposta é fazer da escola pública um celeiro de inventores, autores e empreendedores, conectando tecnologia, protagonismo estudantil e impacto social.
Vale destacar que o Piauí tornou-se o primeiro território do continente americano a incluir a inteligência artificial (IA) como disciplina obrigatória no ensino médio e no 9º ano do ensino fundamental. A medida, implementada em 2024, colocou o estado ao lado de países como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e China, que adotaram iniciativas semelhantes, e rendeu reconhecimento internacional da Unesco. Em 2025, segundo dados oficiais, mais de 130 mil estudantes tiveram aulas de Inteligência Artificial nas escolas públicas estaduais. As aulas são ministradas por professores da própria rede, que estão passando por cursos de formação para ensinar o conteúdo.
O movimento de países como a Suécia serve como um alerta global de que a tecnologia, quando desassociada da nossa biologia analógica, torna-se um ruído em vez de uma ferramenta. Ao retrocederem na digitalização precoce e universal, esses países admitem que a plasticidade cerebral exige o esforço cognitivo que o papel e a escrita manual proporcionam (algo que o "clique" rápido não substitui). No Brasil, a proibição de telas em sala de aula reflete essa mesma urgência: a necessidade de resgatar o foco e a profundidade necessários para reverter o índice crítico de proficiência em leitura. É uma tentativa de devolver à escola o seu papel de espaço de concentração analógica em um mundo digitalmente disperso.
Uma pesquisa da OCDE com dezenas de países evidenciou que habilidades digitais dependem diretamente da capacidade de compreender textos longos, interpretar informações e resolver problemas complexos — competências ainda frágeis no país. Já a pesquisa TIC Domicílios 2025, do CGI.br, mostrou alta presença de internet e smartphones (quase universalizada no Brasil), mas revelou justamente limitações no uso produtivo do computador, na organização de arquivos e na navegação crítica em plataformas digitais.
Em suma, o acesso cresceu e generalizou-se. Porém, sem tais competências, a navegação on-line tende a ser limitada a entretenimento e consumo: a proficiência não acompanha o mesmo ritmo. Logo, o desafio não é apenas conectar estudantes à internet, mas prepará-los para usar a tecnologia como ferramenta de criação, análise e inovação.
🟠 O Forte Desempenho no Ensino Básico
De acordo com os dados mais recentes do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) e rankings de competitividade de 2025/2026, o Ceará possui os melhores índices do Brasil nos anos iniciais do ensino fundamental, sobretudo no aspecto da alfabetização na idade certa, com o patamar impressionante da maior proporção de crianças alfabetizadas na idade certa - 85,3% dos alunos - e a maior parcela de escolas avaliadas com bom desempenho. O Censo Escolar do MEC apontou ainda a Bahia como a rede estadual com maior percentual de professores concursados do país.
Cidades como Sobral provaram que é possível ter educação de primeiro mundo com orçamentos de cidades de interior, desde que haja meritocracia na escolha de diretores e foco em metas, além de uma forte parceria entre os governos estaduais e municipais. Se Sobral é a "capital da alfabetização", Coruripe (AL) e Cocal dos Alves (PI) são outros bons exemplos regionais de que a gestão pública pode impulsionar o destino de comunidades rurais e litorâneas recorrendo ao estímulo das ciências e do acompanhamento rigoroso.
O primeiro implementou ensino em tempo integral com forte viés em robótica criativa e tecnologia, o que reduziu drasticamente a evasão escolar - e agora ostenta o maior IDEB de Alagoas entre cidades de médio porte. Por sua vez, Cocal dos Alves é um fenômeno de "milagre educacional". Uma cidade pequena que, mediante esforço do professor Antonio Amaral e sua equipe, alçou o ensino de exatas a uma 'cultura local': incrivelmente, a cidade acumulou quase 300 medalhas na Olimpíada Brasileira de Matemática (OBMEP).
🟠 A Encruzilhada do Ensino Médio
O estado do Piauí alcançou em 2025/2026 o topo do ranking nacional em Tempo Integral e Ensino Técnico, sendo acompanhado também por Pernambuco. Na verdade, o Censo Escolar situa que o destaque nacional na oferta dessa modalidade está concentrado no Nordeste, que ocupa as primeiras posições e mantém proporções elevadas de jornada ampliada em diferentes redes.
O Piauí, onde 75,12% dos alunos estudam em tempo integral (85.780 de 114.193), lidera a lista. Na sequência aparecem Pernambuco, com 60,35% (181.014 de 299.956), seguido do Ceará, com 57,89% dos estudantes com jornada ampliada (188.507 de 325.629), e da Paraíba, com 51,17%. Além dos líderes, outros nordestinos, como Bahia (36,55%), Sergipe (34,62%) e Alagoas (29,45%), reforçam a presença da região no ranking das 10 redes públicas com maior oferta de ensino de tempo integral no Brasil. No Ceará, garantir a oferta de ensino médio em tempo integral em 100% das escolas públicas da rede estadual até o final de 2026 é a meta perseguida pelo atual governo.
Apesar desses "oásis de excelência", enquanto o Ensino Fundamental vai razoavelmente bem, o Ensino Médio ainda registra altas taxas de abandono. Há entraves que refletem dificuldades nacionais, como o baixo desempenho geral em Matemática, além do índice de leitura, salvo a notória exceção de João Pessoa: a capital paraibana ficou em primeiro lugar no ranking das capitais brasileiras onde a população mais lê, segundo a 5ª edição da pesquisa 'Retratos da Leitura no Brasil', do Instituto Pró-Livro.
De um lado positivo, Pernambuco, Piauí e Ceará despontam como as vitrines nacionais. A jornada ampliada com a expansão do ensino integral permite que o jovem tenha acesso a laboratórios, esportes e cursos técnicos (como programação e energias renováveis), reduzindo o tempo de exposição até a fatores de risco, como à violência urbana. A criação de hubs de inovação dentro das escolas em parcerias com o Porto Digital (Recife) e o setor de Hidrogênio Verde (Ceará) estão formando uma geração de técnicos que já saem da escola com empregabilidade garantida na nova economia.
Por outro lado, o maior desafio continua sendo a evasão por vulnerabilidade econômica: muitos jovens abandonam a escola para reforçar a renda familiar no mercado informal. Embora o programa federal Pé-de-Meia tenha mitigado isso, a inflação regional ainda pressiona o estudante a escolher entre o livro e o trabalho. Em 2024, segundo dados do IBGE (PNAD Contínua), o principal motivo para os jovens de 14 a 29 anos abandonarem a escola ou nunca a terem frequentado foi a necessidade de trabalhar, mencionado por 42,0% dos entrevistados - muito adiante do segundo motivo mais citado, o não ter interesse em estudar (25,1%).
O Pé-de-Meia completou dois anos em 2026 e, desde sua criação, colaborou para que o número de alunos fora do ensino médio caísse quase pela metade (enquanto em 2022 a taxa de abandono escolar era de 6,4%, em 2024 ela caiu para 3,6%, uma diminuição de 43%). Além disso, a taxa de reprovação escolar também recuou em 33% no mesmo período, e o atraso escolar (distorção idade-série) sofreu queda de 27,5%, entre 2022 e 2025. O perfil dos participantes reforça seu caráter de inclusão e equidade educacional: é voltado a estudantes de famílias cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).
🟠 Desafios Estruturais Gerais
Apesar dos ganhos na escolaridade, a luta contra o analfabetismo na população de 15 anos ou mais de idade continua sendo um desafio estrutural. O panorama indica que, embora os estados nordestinos estejam qualificando progressivamente sua força de trabalho jovem e adulta, algo refletido no aumento do Ensino Superior e Médio completo, os esforços de erradicação do analfabetismo entre a população mais velha (15 anos ou mais) ainda precisam ser intensificados.
Em 2024, o Brasil tinha 9,1 milhões de pessoas com 15 anos ou mais de idade analfabetas, correspondendo a uma taxa de analfabetismo de 5,3%, a menor da série histórica iniciada em 2016. Desse percentual, o Nordeste concentrava 55,6% (ou 5,1 milhões) das pessoas analfabetas (as cinco maiores taxas foram observadas nos estados de Alagoas, na Paraíba, no Piauí, no Ceará e no Maranhão) e os dados do IBGE (PNAD Contínua) também apontaram que “as pessoas não alfabetizadas se concentram, principalmente, entre os idosos”. Ou seja: o dilema segue fortemente associado à idade (mais da metade dos analfabetos têm mais de 60 anos) e concentrado, sobretudo, na região.
Ademais, permanecem desafios crônicos no acesso a creches. Em 2024, no Brasil, 63,6% das crianças de 0 a 1 ano e 53,3% das crianças de 2 a 3 anos que não frequentavam creche estavam fora da escola por opção dos pais ou responsáveis. O segundo motivo mais citado foi a falta de escola/creche na localidade, a falta de vagas ou a não aceitação da matrícula por causa da idade da criança. O Nordeste se sobressaiu como uma das regiões mais afetadas por esse tipo de barreira: os percentuais foram 38,5% dos bebês e 42,2% das crianças de 2 a 3 anos, respectivamente.
Apesar de a matrícula em unidades de educação infantil a partir dos 4 anos de idade ser obrigatória no país, ainda há crianças nessa faixa etária fora da escola. Em 17% dos municípios nordestinos pelo menos uma em cada dez crianças de 4 e 5 anos não frequenta creches ou pré-escolas (têm menos de 90% das crianças matriculadas na educação infantil). As informações são do novo indicador de atendimento escolar em nível municipal, elaborado pelo portal Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede) em uma parceria com diversas fundações e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Entre as capitais com menor atendimento estão Maceió (com 64,8%) e, João Pessoa (com 73,4%), apesar da Paraíba registrar os maiores percentuais do Nordeste de matrículas em tempo integral na Educação Infantil e nas Creches da rede pública.
Embora na conectividade rural 72% das escolas do Nordeste possuam internet adequada em 2026, as escolas rurais mais isoladas ainda sofrem com a "exclusão digital". Mas, na Região, que concentra mais de 59 mil unidades de ensino (a segunda maior proporção do país, segundo dados oficiais) existem outros problemas estruturais graves emergenciais, que felizmente, também estão sob monitoramento dos órgãos de controle.
Para atender crianças, jovens e adultos no ambiente escolar, é necessário criar um ambiente propício e bem estruturado, voltado ao bem-estar dos alunos. De acordo com o último Censo Escolar divulgado, a infraestrutura nos estabelecimentos das unidades escolares no Brasil vem avançando gradualmente. Contudo, milhares de escolas no Brasil ainda não têm sequer água potável, saneamento ou banheiros adequados. O projeto Sede de Aprender nasceu para mudar essa realidade. Criado pelo MP de Alagoas, o projeto foi nacionalizado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e pelo Instituto Rui Barbosa (IRB).
🟠 O Imenso Desafio do Ensino Superior
O aumento da escolarização superior foi registrado em todas as regiões do país, embora com ritmos diferentes. Dentre todas, o Nordeste teve o menor índice, com apenas 13% da população nesse patamar. Assim, embora o Nordeste tenha, finalmente, encontrado sua rota para brilhar nos indicadores de alfabetização e ensino fundamental de suas novas gerações, o ensino superior permanece como o maior gargalo estrutural da região, enfrentando o desafio de converter o sucesso da educação básica em títulos acadêmicos.
O principal entrave é a baixa taxa de escolarização líquida (jovens de 18 a 24 anos na faculdade), que historicamente foi e permanece a menor do país, agravada por um índice de evasão que, em alguns cursos, supera os 60%. Esse fenômeno é alimentado pela vulnerabilidade socioeconômica, que obriga o estudante a priorizar o mercado de trabalho informal em detrimento da permanência acadêmica, e por uma oferta de vagas que, embora crescente na modalidade EaD, ainda carece de maior capilaridade presencial e de qualidade no interior.
Consolidar o nível superior na região, portanto, exige não apenas ampliar o acesso, mas assegurar políticas de assistência estudantil robustas que impeçam que o talento lapidado na escola pública se perca antes de chegar ao mercado de alta qualificação. Em decorrência dessa triste conjunção, muitos estados do Nordeste não se limitam mais ao apoio básico ao ensino médio ou municipal, assumindo um papel indutor extra engendrando robustas redes de ações afirmativas e programas de permanência nas universidades estaduais, por meio das suas fundações de pesquisa.
Exemplos disso são os pioneiros Programa Mais Futuro (Bahia) e PE no Campus (lançados em 2017 e 2018), que oferecem auxílio financeiro direto para que o estudante de baixa renda não apenas ingresse, mas consiga concluir a graduação em centros urbanos distantes de sua origem. Até mesmo capitais, como o Recife, têm liderado programas estratégicos. Iniciativas como o programa Embarque Digital buscam não apenas fomentar capacidades tecnológicas, mas democratizar o acesso à universidade e ao ecossistema do Porto Digital, reavivando a educação como uma ferramenta real de mobilidade social e sucesso institucional na região: afinal, a capital pernambucana foi a campeã nacional em formação e empregabilidade no setor de TI do país em 2025.
🟠 O Novo PNE e o Horizonte do Nordeste
O novo Plano Nacional de Educação (PNE), com vigência projetada para a década de 2024-2034, estabelece-se como a bússola estratégica para enfrentar as disparidades históricas que ainda marcam a circunstância educacional do Nordeste. Em um contexto de globalização e digitalização, o plano é vital para nortear a transição de um modelo alicerçado apenas no acesso para um sistema centrado na equidade e na qualidade social da aprendizagem.
Para a região, o PNE legitima o regime de colaboração entre entes federados, sendo o balizador para que estados e municípios alinhem seus orçamentos à universalização da pré-escola, ao fortalecimento da alfabetização na idade certa e, crucialmente, à expansão das matrículas no ensino superior e técnico. Ao definir metas de financiamento atreladas ao PIB e padrões de infraestrutura, o plano garante que o avanço notório observado em estados como Ceará e Piauí não seja uma exceção isolada, mas o novo patamar mínimo de dignidade educacional para do semiárido às zonas litorâneas.
Total de Vídeos na Galeria | 255
Data da Última Atualização | 02.05.26







