Saneamento Básico | Tratamento de Esgoto
Este eixo acelera a universalização do esgotamento sanitário, utilizando parcerias estratégico-privadas para expandir a rede de coleta e a construção de Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) modernas. A gestão deve priorizar a eficiência bioquímica e o monitoramento digital de efluentes, garantindo que o descarte ocorra sem contaminar os corpos hídricos, preservando a balneabilidade das praias e rios. As intervenções também devem observar o reuso de águas cinzas para fins industriais e agrícolas, transformando o que seria resíduo em um ativo valioso para a economia circular de regiões como o semiárido, por exemplo. Assim, o tratamento de esgoto é consolidado como o principal pilar da saúde preventiva e da recuperação ambiental, erradicando doenças de veiculação hídrica e elevando o IDH das comunidades nordestinas.
Atualmente, a região Nordeste é a que apresenta o maior ritmo de crescimento e o maior volume de novos leilões e parcerias desde a aprovação do Novo Marco Legal do Saneamento em 2020. Esta seção, portanto, mergulha na maior transformação de infraestrutura sanitária da história recente da região, que agora também assume o protagonismo na corrida pela universalização. Com base nos indicadores do Instituto Trata Brasil, documentamos a evolução dos índices de coleta e tratamento principalmente nas capitais e cidades mais populosas, que situa Teresina como o município do país que mais avançou no Ranking do Saneamento 2026, principal indicador do setor, com um salto de 14 posições em relação ao ano anterior, sendo a capital que mais investe em saneamento no Nordeste, com investimento médio de R$ 187,68 por habitante, segundo o estudo. A cidade baiana de Vitória da Conquista é a campeã geral.
Tal cenário, contudo, inverte-se em pelo menos metade dos estados da região, onde cerca de metade das moradias ainda não tem acesso à coleta de esgoto (inclusive nas capitais Maceió, Natal, Recife e São Luís) e apenas 34,7% recebe tratamento (um índice muito abaixo da média nacional de 49%), gerando o segundo maior índice nacional de internações por doenças correlatas. Por isso, da estruturação dos leilões de PPPs (Parcerias Público-Privadas) ao impacto direto na saúde pública e na balneabilidade de nossas praias, os vídeos ajudam a detalhar como a modernização das redes e das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) está retirando o passivo ambiental de nossas bacias hidrográficas. São os registros técnicos e jornalísticos de um Nordeste que caminha para enterrar esse atraso e construir as bases da dignidade humana e do desenvolvimento sustentável sob forte pressão da própria sociedade.
➕Tópicos Extras | Considerando que o acesso à água transcende a infraestrutura básica para se tornar uma questão de sobrevivência e dignidade primordial, a Gestão Hídrica foi consolidada em um tópico exclusivo devido à sua urgência e relevância histórica sem paralelos na região. Enquanto os demais eixos do saneamento avançam sob lógicas urbanas e industriais, a governança das águas no Nordeste carrega o peso de séculos de convivência com a seca, exigindo uma abordagem profunda que abrange desde a transposição de grandes rios e a gestão de adutoras até as soluções descentralizadas, como as tecnologias de cisternas. Dedicar um espaço isolado a este tema é reconhecer que, antes de universalizar a drenagem ou a coleta de resíduos, o Estado precisa garantir a segurança hídrica como o pilar fundamental que sustenta qualquer outra política de desenvolvimento humano e econômico.
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