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História

"Pois o Brasil é isto: combinação, fusão, mistura. E o Nordeste, talvez a principal bacia em que se vêm processando essa fusão, essa mistura de sangue e valores, que ainda fervem: portugueses, indígenas, espanhóis, franceses, africanos, holandeses, judeus, ingleses, alemães, italianos."

Gilberto Freyre (1900-1987)
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Este eixo promove a digitalização do patrimônio imaterial e de acervos históricos, garantindo que a memória cultural e as lutas políticas do Nordeste sejam preservadas e acessíveis em escala irrestrita. Por meio de plataformas interativas e realidade aumentada, a história regional é recontada de forma imersiva, conectando as novas gerações às suas raízes e combatendo o apagamento do tempo. Ao documentar a evolução das estruturas e dos movimentos sociais, a galeria cria uma base de conhecimento essencial para a compreensão do presente e o planejamento estratégico do futuro. Assim, arquivos físicos transformam-se em dados dinâmicos, onde a tecnologia atua como a guardiã definitiva da identidade e do legado nordestino.

Aqui, mergulha-se na densidade histórica de uma região que nunca aceitou passivamente os destinos impostos, destacando-se a sua tradição revolucionária como o verdadeiro motor de rupturas fundamentais, da Confederação do Equador ao pioneirismo abolicionista e republicano. Vale mencionar o trabalho significativo de reconstituições de tempos passados com adoção de inteligência artificial, além dos trabalhos permanentes de ativistas ou grupos de conscientização sejam digitais, como o 'Memórias Paraibanas',  ou presenciais, como o 'Caminhadas Domingueiras' (PE), o "História Acessível a Todos", do Piauí.

 

É fundamental reconhecer que a preservação da identidade regional não é um esforço recente, mas uma construção sólida ancorada nos Institutos Históricos e Geográficos (IHGs) centenários de cada estado. Essas instituições, como o Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) — o mais antigo do Brasil em âmbito regional, fundado em 1862 —, atuam como as verdadeiras "guardiãs da memória", mantendo arquivos e bibliotecas que são fontes primárias indispensáveis para entender a formação do território e das lutas sociais no Nordeste.

 

Através do olhar crítico proporcionado por acervos fundamentais como o da Fundaj (Museu do Homem do Nordeste), que decifra as complexidades das nossas matrizes sociais; o do Museu Câmara Cascudo (maior folclorista do Brasil, que dedicou a vida a entender as raízes do "homem do Nordeste"); e o Museu de Arte Sacra da Bahia, considerado um dos mais importantes do gênero nas Américas, que preserva a memória da Bahia como o primeiro centro político e religioso do Brasil.

 

Ainda, da riqueza mundialmente reconhecida do Instituto Ricardo Brennand, que resguarda obras raras do período colonial e já foi eleito por visitantes o melhor museu do país e um dos melhores do mundo. E do pioneiro Memorial da Democracia (PE), dedicado à memória dos que combateram a ditadura militar, aos que foram mortos ou desapareceram durante o regime de exceção (1964-1985) e da memória das lutas pela democraciaEsse trabalho de preservação soma-se, portanto a uma rede de museus de relevância nacional, que materializam o percurso civilizatório não somente da região, mas do país.

 

No entanto, o ecossistema de memória completa-se com o rigor científico dos grupos de pesquisa acadêmicos especializados das universidades federais e estaduais. Esses núcleos não apenas digitalizam e catalogam acervos, mas aplicam metodologias modernas de historiografia e arqueologia para reinterpretar o passado sob a ótica da transparência e da justiça social, conectando o saber tradicional dos institutos centenários às novas demandas por uma história inclusiva e crítica.

Nossa videoteca reconstrói a identidade regional para além dos mitos. Abordamos fenômenos como o Cangaço sob uma ótica histórica rigorosa e integramos os debates contemporâneos sobre diversidade regional, confrontando estereótipos para apresentar um Nordeste plural, sofisticado e em constante redefinição. É o resgate de uma memória viva que evita a caricatura e celebra a profundidade intelectual e cultural de um povo que, como ensinou o economista paraibano Celso Furtado (1920-2004), é o protagonista da sua própria transformação.

O Museu do Homem Americano, no Piauí, é o marco que rompe a barreira do tempo moderno para nos conectar à arqueologia profunda e à pré-história do continente. Localizado no Parque Nacional da Serra da Capivara — Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO —, o museu materializa décadas de pesquisas lideradas pela arqueóloga Niède Guidon (1933-2025), que desafiaram as teorias tradicionais sobre o povoamento das Américas. Diferente dos acervos coloniais ou imperiais, este museu guarda a evidência de uma presença humana que remonta a dezenas de milhares de anos, abrigando a maior concentração de pinturas rupestres do mundo e posicionando a região no centro do debate arqueológico mundial.

Total de Vídeos na Galeria | 117

Data da Última Atualização | 26.03.26

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