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Linhas Férreas
| Ferrovias, Metrôs e VLTs

"A malha ferroviária foi sendo aos poucos apagada, sem se considerar sua importância histórica e sua função social no desenvolvimento de diversas localidades nordestinas. O resultado deste processo significou não apenas a extinção de um serviço, mas também a perda de um horizonte de integração que poderia ter transformado a mobilidade regional."

André Cardoso
amigosdotrem.avif

Este eixo monitora a expansão e preservação da malha ferroviária e a modernização da mobilidade urbana sobre trilhos, com foco na integração logística da Transnordestina, recuperação de malhas antigas e na eficiência dos sistemas de VLTs e Metrôs nas capitais e regiões metropolitanas. A videoteca documenta desde o legado histórico das antigas estações até os novos projetos de ferrovias proativas, que utilizam inteligência de dados para otimizar o fluxo econômico regional. A atual digitalização do setor prioriza o controle automatizado de tráfego e a bilhetagem única via sistemas integrados, reduzindo custos operacionais e o impacto ambiental do transporte de cargas e passageiros.

A Ferrovia Transnordestina, a maior obra linear já iniciada no país, começou a operar antes mesmo de ser concluída e está criando um novo mercado logístico no Nordeste. A ferrovia agora testa contratos reais, movimentando grãos, conectando produtores ao Porto do Pecém (CE) e implantando um modelo de transporte modular que pode reduzir custos, aumentar a competitividade do agronegócio e reposicionar o Brasil nas rotas globais de exportação. A Malha Nordeste, entretanto, tem infraestrutura logística de mais de 4.000 km e atravessa sete estados (MA, PI, CE, RN, PB, PE e AL), mas apenas cerca de 1.200 km estão em operação - por isso, um acordo de devolução consensual à União do trecho restante está em debate no TCU.

Vale distinguir que o Nordeste possui uma das redes de preservação ferroviária mais importantes do Brasil, com museus que não apenas guardam locomotivas, mas contam a história da urbanização e da economia da região através dos trilhos. Outros de imersão, como o Museu do Trem do Recife (fundado em 1972 na Estação Central histórica inaugurada em 1888, é considerado o primeiro museu ferroviário do Brasil e o segundo da América Latina), o Museu Ferroviário Estação João Felipe (em Fortaleza), o Museu Estação Ferroviária de Baturité, o Museu Ferroviário e Portuário do Maranhão, e o Museu Ferroviário Manuel Tomé de Souza (Natal/RN), além do Fortaleza Sobre Trilhos.

Nesse âmbito, são igualmente significativos projetos independentes da sociedade civil que possibilitaram a preservação não somente de um acervo de imagens, mas até das próprias estruturas férreas, como o Projeto Serra das Russas (em Pernambuco), o Amigos da Ferrovia Cearense e o Amigos do Trem Sergipe. Há ainda trabalhos de resgate de pesquisa estadual, como o Memória Ferroviária de Pernambuco, o Memória Ferroviária do Ceará e o Nos Trilhos do Ceará, afora os virtuais Expansão do Metrô do Recife, Metrorecimagens, Trens da Grande João Pessoa, Ferrovia CearenseTrens no Muquem, Bahia nos TrilhosFerrovia em Pojuca, Ferrovia do Sertão, Bonfim nos Trilhos, Trens da FCA na BahiaTrens em Codó - para mencionar alguns.

Por último, o resgate da malha ferroviária ganhou um novo fôlego com a articulação de um movimento unificado da sociedade civil (o Movimento Ferroviário do Nordeste) e de entidades como a FerroFrente, que defendem a volta dos trens não apenas como patrimônio, mas como solução logística e de passageiros. Esse clamor social converge com as atuais discussões do Governo Federal no âmbito do Plano Nacional de Logística (PNL) e do Ministério dos Transportes, que estudam a reconexão de capitais estratégicas (com destaque para o projeto da rede regional que deve iniciar pelo trecho Recife–João Pessoa) visando retomar a integração territorial do passado com tecnologia moderna.

 

Finalmente, somada a tudo isso, a grande aposta para a melhoria da mobilidade metropolitana reside na estruturação e expansão de sistemas de VLT e metrôs, com os robustos investimentos de mais de R$ 70 bilhões previstos para as capitais nordestinas (em estudo do BNDES) incluindo a consolidação de um núcleo de transporte sobre trilhos - o que exigiria, em contrapartida, mecanismos rigorosos de transparência e controle social caso essas grandes obras de infraestrutura venham a se concretizar (como ilustra a Transnordestina, em obras há mais de 20 anos). Assim, o modal ferroviário é reafirmado como a espinha dorsal da conectividade física, essencial para o desenvolvimento sustentável e a competitividade do Nordeste.

Total de Vídeos na Galeria | 92

Data da Última Atualização | 03.04.26

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